09 FevAfeto!

Estive morando temporariamente no campus da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos. Assim que cheguei a este local, percebi notoriamente uma grande cansaço em meu corpo físico e dificuldade em respirar abdominalmente – o que fazia anteriormente com grande facilidade.

Depois de passados alguns dias neste campus, ter visitado outros estados mais frios, ao meu retorno a ele, pude identificar facilmente a diferença em energia – partindo do principio que este é o único campus em minha estada. Neste retorno, o cansaço físico intensificou-se e iniciou – se uma dor em filete no centro do meu peito.

Meu organismo já estava adaptado ao clima de inverno, com uma temperatura que estava variando entre seis graus Celsius positivos e seis graus Celsius negativos nestes primeiros vinte e dois dias. Sabia que algo incomodava o conjunto de meu físico (corpo, mente e espírito), porém também entendo que os sinais sempre eclodem e surgem sempre no físico, pois a ligação da nossa mente com o espírito ainda é fraca. Estava atenta aos sinais, mas estes ainda eram fracos para que eu pudesse entender com clareza o que meu corpo tentava transmitir.

Já havia iniciado pequenas caminhadas pelo campus antes da primeira tempestade de neve se abater na região; quando a mesma se instalou, fazia minhas caminhadas dentro do prédio de onze andares, completamente climatizado ou de carro pelo resto da cidade.

O filete de dor continuava insistindo e essa situação já estava demasiadamente demorada para minha paciência. Era uma dor fina e a sensação que passava era de que vinha de uma fonte externa. Não pude identificar o momento inicial de sua entrada, porém passei a perceber os diversos momentos de seus pequenos avanços, com a tentativa de se aprofundar mais, a sensação era de um fino estilete metálico entrando aos poucos peito adentro, como uma tentativa lenta de assassinar ao meu espírito.

A cidade onde me encontro possui quarenta mil habitantes fora do ano letivo (agosto – maio), e cerca de oitenta mil habitantes durante o mesmo. É uma cidade que vive da Universidade, sendo a Universidade de Indiana a maior, com um campus gigantesco, e outra pequena universidade, com um campus menor. E a cidade vive muito bem pela Universidade, obrigada! A universidade possui, entre outros, as escolas de Medicina, Psicologia, Informática, Física, Química, Matemática, Direito, além da escola de negócios e da escola de música, tida como a melhor do país. Oferece, além da graduação, cursos de mestrado, doutorado e pós doutorado.
Como se pode perceber, é um centro voltado para a Ciência.
E essa Ciência é bem cara. Boa parte dos alunos são de famílias abastadas financeiramente ou são pessoas que possuem alto QI e que a universidade tem interesse em manter.

Em um certo dia, durante uma saída para caminhar pelo campus, decidi incluir exercícios durante a caminhada – exercícios de pilates que faço tem algum tempo já. Exercícios este que utilizo para conduzir grupos a fazerem trilha pelas cachoeiras do centro do Brasil e nas viagens terapêuticas pelo mundo. Afinal, para isso, meu corpo físico tem de no mínimo preparado. Estava com muita dor no peito. Neste dia específico, tive uma forte vontade de incluir exercícios de braços. Iniciei erguendo meus braços com os cotovelos até os ombros e os trazia para frente do rosto, com as mãos espalmadas para trás, envolvendo minha cabeça.
Percebi imediatamente que a dor diminuíra com o bloqueio total dos meus braços na cabeça. Abaixei meus cotovelos, os juntei a frente do corpo e fui os trazendo para frente do meu tórax, mantendo as mãos espalmadas em frente ao rosto, com a cabeça baixa. Fiz um forte bloqueio no chakra cardíaco e na cabeça.
A dor cessou imediatamente! Que maravilha!

Tive então a certeza que a energia provinha do ambiente externo e meu corpo ressentia-se disso. Porém, para ter ainda mais certeza, baixei meu corpo na posição de cócoras. Deitei meu tórax no colo das pernas e com meus braços afetuosos, abracei minhas pernas, apoiando a cabeça nos joelhos. Foquei minha mente no chakra cardíaco e espalhei mais afeto para o corpo todo. Dei melhores condições ao corpo se expressar e eu melhor interpretá-lo. Mesmo porquê estava em céu aberto. Não que isso seja ruim, mas eu estava debilitada energeticamente, por estar exposta durante muitos dias a uma energia incompatível com a minha.
Perguntei mentalmente e amorosamente ao meu corpo:

– O que te incomoda é a energia externa com escassez de afeto?

A resposta foi imediata! O estilete recuou na sua atuação de morte porque a dor já havia cessado. Senti aquele fino metal gelado saindo rapidamente do meu chakra cardíaco. Escutei o som alto da saída da lâmina! Uma imagem de um grade vão com muita claridade a minha frente havia se aberto, mostrando a saída. Veio junto um soluço trancado. Em seguida um alívio e uma forte energia de liberdade. Senti meu chakra cardíaco voltar ao normal, por não estar mais sendo agredido.
Pensei que ia chorar ali agachada, mas o que me veio foi um forte impulso de levantar-me e ir para o apartamento físico. A ordem de comando do espírito sobre o corpo físico foi tão forte e invasiva que ele levantou-se e saiu cambaleando. Por pouco não me esborracho de boca no capim seco! Não tive domínio sobre o meu corpo físico. Ele obedecia a uma ordem do espírito. Entendi a energia da hierarquia mais alta sobre a mais baixa do corpo físico.

A força do espírito quando abrimos as portas para sua expressão funciona a hierarquia e o espírito esta acima do corpo físico a da mente racional.
Depois de ter andado uns 50 metros, ainda tonta e a imagem do caminho de retorno ao apartamento era turva. Só via a minha frente o enorme vão com a blindante claridade! Meu corpo físico obedecia a ordem:

– “Segue a claridade”.

Ele obedeceu e assim o fez. Percebi também que a energia da mente assistia tudo e só depois de alguns metros ela acoplou.
Permiti ao meu espírito me conduzir ao retorno claramente e senti o corpo físico sendo conduzido. Ali senti meus pés e entendi que estava entregue. Já conhecia essa intervenção da energia da Fonte.

Em outros momentos desta minha encarnação, onde interferências não afetuosas me bloquearam, de alguma forma, recebia esta mesma ajuda. Dali para frente, era minha mente que conduzia. Agradeci e subi correndo ao apartamento.

Ali iniciei um fechamento energético no espaço físico com afeto de Amor Sagrado mais acentuado do que já havia feito. Isolei com essa energia todo o apartamento do resto do edifício e do campus em si. Entendi que estava exposta por muito tempo num vórtice de energia da Ciência. A Ciência no planeta Terra trabalha com a parte racional da caixa craniana. A energia do racional está ligada a matéria física e não ao afeto.

Afeto está ligado ao chakra cardíaco, ao Amor Sagrado, ao Espírito, a Fonte. Essa frequência de energia ainda oficialmente no planeta não é considerada medível, não é mensurável, portanto é qualificada como não existente. Ajudaria bastante e seria mais rápido se a classe científica subisse um pouco mais até o chakra cardíaco e se unisse ao afeto.
São duas energias diferentes que precisam se unirem para se completarem. Do jeito que estão andando separadamente encontram-se incompletas.

Para que a energia no apartamento tivesse um bom nível foi necessário decretar mantras muitas vezes. Até o ponto dessa energia de afeto impregnar na matéria (madeira, tijolos, cimento, etc…) de tudo que apartamento é feito!
E é a percentagem de afeto que define a energia de uma pessoa, da saúde, do bom emprego, de amigos virtuosos, do chefe amistoso, das pessoas maravilhosas, do local onde moramos, do bairro, da cidade, país, planeta..
Enfim, de tudo!
O ano passado quando estive na cidade e no monte Shasta, não foi essa energia de escassez que encontrei. Muito pelo contrário, encontrei uma cidade voltada para o Amor Sagrado, para a Fonte! Foi muito lindo a estada naquela região! Me senti em casa.
Então, percebi que em cada país encontramos nichos egóicos e nichos virtuosos, em maior ou menor quantidade de um ou de outro.

O que ajuda também um planeta a ser mais afetuoso é fazermos a nossa parte. Deixar a responsabilidade recair apenas nos cientistas é muito cômodo.
Se o planeta ainda não está numa condição de frequência uníssona de alta percentagem, é porque não estamos fazendo bem a nossa parte.

Não estamos assumindo a responsabilidade dos egos que praticamos e fazendo as mudanças necessárias nas virtudes. A postura de visão que temos que ter agora é simultânea, tanto global quanto localmente. Fazer as mudanças perto de onde estamos e observar o que essa energia planetária da Quinta dimensão está a nos mostrar.
Enfim, tudo começa em nós, na base. Se estamos falando de humanos, é evidente que não pode ser no nível vegetal. É contra as leis da hierarquia na evolução! Estamos falando da base humana que precisa começar no afeto, no Quarto Chakra, localizado na região cardíaca. E não nos três primeiros chakras, referentes a matéria, ao físico, onde a energia é mais densa.
“O mais pesado é que precisa se transformar em mais leve, não o contrário”.

Mesmo porquê o chakra cardíaco se encontra acima dos três primeiros.

Simples questão de hierarquia de evolução!

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