Biografia

No planeta Terra ela é de origem germânica dos dois lados (pai e mãe). Neta de alemães no processo de assentamento do desenvolvimento do estado de Santa Catarina. Nascida em Brusque, criada e residente na cidade de Balneário Camboriú, SC.

Aos cinco anos de idade já falava com seu mestre espiritual e já tinha uma forte propensão para a filosofia espiritual oriental. Com oito anos sua mãe já lhe contava histórias da coleção Lobsam Rampa, onde se encontrava no assunto com naturalidade.

Foi alfabetizada somente aos 9 anos, por ter uma mente excessivamente cognitiva. Seu racional não acompanhava o patamar cognitivo que precisava uma criança de sua idade. Teve sérios problemas em função disto, sentindo-se e mantendo-se à margem da vida, nas brincadeiras, convites, participações e raciocínio padrão das meninas e meninos de sua época.

Observava tudo ao seu redor ouvindo e vendo o que seu mestre relatava sem interagir no mundo empírico. Pode se dizer que foi uma obediente aluna. Custou a aprender a dançar a música da vida, interagindo nos dois sistemas (espiritual e empírico) ao mesmo tempo. As influências religiosas familiares do protestantismo e do catolicismo em seus dogmas foram difíceis de quebrar. Mas superou!

O mundo espiritual foi se abrindo cada vez mais para esta adolescente e por volta dos 15 anos já praticava a cura energética em animais domésticos de pequeno porte e em plantas.

Aos 18 anos era convicta em ser médica cirurgiã abdominal. Cursou o 2º grau no Salesiano em Itajaí, cidade vizinha, na área da saúde.

Sua família negou-lhe a faculdade de Medicina em Florianópolis, alegando que filha mulher deveria se casar! Neste período de indignação familiar, sua sensibilidade explodia para mais uma abertura no seu processo de auto-conhecimento.

Com 20 anos, os olhos do mestre a levaram para Curitiba, para a biblioteca. Tinha outro processo de auto-conhecimento para ser aprendido: a medicina do espírito e o Karma marital dentro de um casamento.

Com 21 anos se casa e assume a cura de pacientes em praças, hospitais, e a domicílio como médica da ‘alma’. Todo este trâmite aconteceu “escondido”, pois seu marido não permitia que trabalhasse nesta área.

Como toda mentira tem perna curta, acabou fazendo um trato com ele. Quando ele terminasse sua faculdade de odontologia e estivesse no seu primeiro consultório, ela voltaria a carteira do cursinho para fazer o vestibular de Medicina. O trato foi aceito! O tempo passou, e mesmo com a verba da inscrição reservada, seu marido negou o cumprimento da promessa que fizera. Fora traída! Neste dia o som da poesia em prosa e verso perdeu o sentido. E a valsa do Baile de Esmeralda que sonhara em dançar com seu Mestre, derreteu e desbotou em lágrimas na varanda de sua casa.

Com 23 anos ligou o piloto automático. Não sonhou mais e não quis mais ouvir seu Mestre. Apenas fingia não o ver. Por alguns anos esta perda da poesia da vida, com suas risadas vindas da alma, cessaram!

Até que um dia foi convidada para uma reunião na residência de uma professora, esposa de um militar. Esta amável mestra da Nova Era, vinda do Rio Grande do Sul, ao recebê-la na porta disse: “Eu te espero por muito tempo, seja bem vinda!”. Neste dia esta jovem senhora descobriu que tinha encontrado alguém com uma acentuada sensibilidade, e ficou muito contente. Pensou ter encontrado alguém que a entenderia. Trocaram muitas experiências e seu mundo começou novamente a ficar cor de rosas.

Por 10 anos sem filhos, por opção, dedica-se a leitura, faz cursos, palestras, rituais orientais típicos de curas, freqüenta o Marrikari, Missiânicas, Seicho-no-ie, Rosa Cruzes, e descobre também que em vidas passadas fez até o grau 33 de maçonaria por 2 vezes.

No momento seguinte de sua vida foi informada que precisava dar vazão a um rebento e que este filho, além de ajudar-la no seu trabalho, teria um papel importante no processo coletivo. Estaria, como ela ligado diretamente ao Projeto do Arquiteto do Universo.

E assim aconteceu, deu a luz a um raquítico e franzino menino, pesando 2.180 gramas.

Quando a criança tinha por volta de quase dois anos, seu mestre a informa que o ciclo do casamento encontrava-se no fim, mas que teria de permanecer no mesmo teto por mais alguns anos e que isto seria muito difícil.

E assim aconteceu!

Divorciada, retorna à Balneário Camboriú, com seus livros, o filho e uma cadela chamada Preta. Passa a aplicar profissionalmente tudo o que aprendeu no mundo espiritual e material por 39 anos. Mara passa a viajar pelo estado a convite de amigos e conhecidos aplicando seu conhecimento dentro da área da cura.

Com 41 anos resolve fazer a tão sonhada faculdade, com uma diferença, seu Mestre informa que não é mais medicina, por já ter sido médica(o) pelo menos 3 vezes em vidas passadas. Nesta vida teria que fazer Ciência Política.

– Mas Mestre!?!…Minha vida inteira vocês me orientaram para ser uma médica da alma! E agora mudaram as regras do jogo? Não estou entendendo!!! Respondeu em seguida, a aprendiz.

– Minha filha! Retoma o Mestre. Você não irá mudar de profissão, apenas irá passar o seu aprendizado para o coletivo.

– Como assim Mestre!?

– Você passou primeiro pelo auto-conhecimento. Conhecer-se! Depois passou a aplicar nos pacientes a nível individual no consultório, agora é o inicio da cura no âmbito do coletivo, a política! Novo ciclo à ser aprendido, apenas isso! É muito simples…, só tem o entendimento de política, na ética pública, quando o aprendiz desenvolveu todo o processo.

Ela ficou por 30 dias pensando sobre isso até acalentar seu interior. Fez vestibular, passou e cursou Ciência Política. Passou a escrever nas paredes da cidade suas poesias em forma de prosa e verso, sendo que esse projeto passou a ser o tema do seu trabalho de conclusão de curso (monografia), “Livro de Rua: Uma Leitura Política”. O uso de poesias nas paredes das ruas da cidade de Balneário Camboriú como terapia coletiva para seus transeuntes, tendo como objetivo desbloquear seus traumas, no intuito de uma política pública objetivar em um Ser Integral.

É também membro fundadora da Academia de Letras de Balneário Camboriú. Passou a panfletar suas idéias sobre ética política pública e cura. Atualmente trabalha em São Paulo (SP), como terapeuta, na técnica da quebra das crenças no inconsciente.

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